fail nails Eu deveria ter vergonha. Fui roedora compulsiva de unhas até uns quatro anos atrás, e até hoje tenho uns surtos de vez em quando, causados única e exclusivamente por estresse. Meu último surto, não contente por me fazer arrancar todas as unhas e deixá-las no sabugo, foi além e me fez rasgar com selvageria as cutículas e pelinhas… O que me deixou com feridas bem dolorosas em quase todos os dedos. Agora as unhas estão crescendo, mas sempre esqueço de lixar para deixá-las menos horríveis. Além disso, fico me enganando dizendo que, quando elas estiverem todas iguais e bonitas, vou (pela primeira vez) numa manicure, mas isso nunca acontece. Uma delas, normalmente a do indicador esquerdo, muito rebelde, sempre quebra antes do tempo. Moral da história: é, eu nunca foi a uma manicure.
Salão Fail
Minhas garras essa semana estão deprimentes. A ruína em que se encontram foi fruto de uma sucessão de erros e esculachos de todo o tipo. Montando uma caixa, minha unha do polegar virou praticamente 180 graus e, ao voltar pro lugar, vi o risco branco na lateral gritando pra mim “quebrei bem no sabugo!”
Daí tive que cortar e fazer uma rampa unhal ridícula. Vergonha, né?, mas fazer o quê? Cortar o dedo fora?
Todas as unhas estão curtas e foram lixadas pessimamente. Acumulam sujeira de uma forma anormal, parece que eu chafurdo os dedos todos os dias na terra, impressionante. Os pelos da churreia estao crescendo, mas ainda está irregular, pedaço com pelo, outros sem. Uma festa.
Para finalizar, os tocos de pele dura que ficam no canto: não me controlei e sentei o dente num deles, o que causou uma feridinha básica.
Manicure pra quê?
Fail especial
Membro honorário Hoje eu vou assim fail
(texto recebido por uma fã do blog)
“Hoje vou com uma calça comprada em loja de departamento faz tempo, se não me engano na C&A, não me lembro do preço. Ela foi comprada com furos e rasgos mesmo, o que antes era uniforme de roqueiro rebelde era moda na época. O detalhe da bainha desfiada é por falta de saco e dindin de levar em costureira para fazê-la, então eu corto e, à medida que lavo, vai desfiando. No geral minhas calças são sempre assim, ou dobradas.
A camiseta preta, gola V, que eu adoooro, custou R$4,99 e foi comprada na Citiycol, na emergencia por conta de derramar algum molho de comida na roupa que eu estava usando,
sempre faço isso, os molhos tem uma atração fatal por minhas roupas. Finalmente o tenis, um allstar fake, comprado numa sapataria daquelas superbaratas no Catete, tenho vários all stares, como dizia a Alexia (5 anos), filha de uma ex-amiga, custou uns R$39,00, detalhe para o cadarço verde comprado em camelô. Sempre troco os cadarços originais… Não fica super fashion?? =D”
Fail especial
Enquanto eu não emagreço…
Eu hoje estou até bonitinha, tanto que vou escrever um fail localizado. Mas não se enganem: me ajeitei só pra compensar esse problema da calça. Sabe quando, de tanto usar, a calça fica gasta na parte interna das coxas, e você não pode fazer simplesmente NADA? Não dá pra tacar uma flor em cima (já imaginou? Eu lá sentada, as pernas semiabertas, e uma colagem ali no meio despontando pra fora?), não dá pra cortar, não dá e pronto. A porcaria da calça tá ótima, mas ali ficam aqueles quase rasgos revoltantes. É triste. Essa já até mora no lado B do armário, mais conhecido como “lugar para roupas a serem usadas apenas em casos de emergência”; mas, como eu estou esperando emagrecer pra comprar mais calças jeans e a única que ainda cabe está lavando, tive que apelar. De qualquer forma, é só tomar cuidado, manter a pose de menininha e não arreganhar muito que ninguém percebe. Meio cansativo, mas fazer o quê.
Esse modelo é inspirado no grande Faustão, referência nacional em moda masculina. O homem no mercado de trabalho deve passar confiança, elegância e arrojo; e foi justamente assim que me senti ao sair de casa. Na verdade, essa camisa eu comprei para ir a uma festa da Halloween (na época do colégio[!]). Não sou de vestir preto e na ocasião ela serviu por ser barata (além de ter outros lances na fantasia). (Eu também era meio comunista e não curtia marcas, mas achava tranquilaço ir numa festa dos porcos capitalistas, para vcs sentirem a complexidade da juventude.) Com o passar do tempo vi que ela ia com a cara do Fausto, resolvi preservá-la entre as minhas opções. A calça é Taco e o tênis um super New Balance adiquirido num off total liquidação maluca da Di Santinni do Catete. Recomendo.
Compus meu modelito de hoje em homenagem àqueles que tornam tangível todo esse trabalho de maluco. Para passar o dia na labuta, eles precisam estar bem confortáveis. E foi assim, pensando em força e bem-estar, que saí atrasada e vesti a primeira calça jeans que vi pela frente. Peguei no varal essa camisa cinza (mescla, minha avó diria), porque não precisava passar. “Não precisava passar” é um conceito demasiadamente subjetivo quando se fala em camisa de malha, mas é como diz uma amiga: “ser gordo é bom porque estica a roupa e ninguém nota que está amassada”.
A calça, vocês já devem ter reconhecido, é aquela única, não tão larga nem tão apertada, que Deus me deu. Tem aquelas manchinhas de tinta, massa de parede e outros que tais, e é da Enjoy, a marca que é a alegria das gordinhas, porque tem modelagem ampla. A camiseta foi comprada na seção Fitness da C&A, para eu usar na academia. Mas como eu distendi um músculo no primeiro dia de musculação e quase enfartei no Spinning, passei a usá-la em momentos mais casuais – no trabalho, por exemplo. O tênis é aquele All Star bonitinho, lavei pela primeira vez neste fim de semana. Está ornando bem com o look pobre, mas limpinho. E olha que beleza: os desenhozinhos dele não se soltaram! Luxo só!
Tenho muita preguiça de vestir meia-calça, e ainda mais de manhã cedo. Por isso, quando eu vi que essa meia estava megadesfiada, resolvi colocar minhas botas velhinhas pra fazer a linha “rock”. Admito que o resultado está mais para “movimento anarco-punk de Madureira”, como me disseram uma vez… Essas botas são muito antigas - a loja onde comprei nem existe mais. Elas foram super caras, do tipo que a gente paga com a desculpa de que “vão durar a vida inteira”. O problema é que a vida é mais longa do que a gente imagina, e as botas não aguentaram. Antes de chegar ao ponto de ônibus eu já estava com o pé encharcado. Deve ser castigo, porque eu sempre ri internamente daquela gente que usa sandalinha o ano inteiro, mesmo com frio e chuva. Ah, e as unhas estão descascando porque eu tentei remendar a pintura por minha conta, pra economizar os dez reais da manicure.
Agora somos phynas e estamos no Twitter:
… e temos email!
Muito obrigada a todos que divulgaram essa iniciativa pró-real beleza #fail. Dove, cadê vocês com nosso patrocínio??
Logo abriremos esse espaço (e nosso coraçãozinho) para o SEU look #fail. Aguarde!
Beijos das
Fail.
Então… voltei!
Essa calça bonita que fica com os bolsinhos sempre abertos por um excesso de gordura na região do meu abdome eu ganhei da minha amiga de baia, porque ela ficou com pena de mim depois que recebi um e-mail da comunidade Roupa Velha e fiquei paranóica tentando saber quem aqui do trabalho tava me mandando bullying por e-mail. Tudo bem que descobri que a comunidade Roupa Velha era o spam de um restaurante depois, mas essa calça ficou marcada em minha mente. Perceberam que tô com o casaquinho da Renner de novo? Aquele cheio de bolinha, sabe? Pois é, eu uso ele todos os dias e ele ainda ta com um cheirinho gostoso. Ele é o tipo de roupa que eu admiro!
Bem, o tenisinho é razoavelmente novo, da Converse porque eu tenho tendências indie, mas as tendências burras venceram mais uma vez e comprei um número menor. Ah, e comprei 2 iguais, só mudando a cor. Isto é, tenho 2 tênis novos que me apertam… ;)
Por fim, o tiro de misericórdia vem da barriga que guarda em seu interior um trio do Bob’s com 700ml de milkshake de chocolate. Essa barriga está protegida por uma camisa que já teve gola pólo, mas que com o passar do tempo virou gola palhaço.
No caso de ainda dar uma fuziladinha de misericórdia após o tiro de misericórdia, devo admitir que estou usando uma calcinha que adoro, mas que jamais saberei a quem comprou. Ela me foi emprestada na casa de uma amiga que não sabia quem a tinha esquecido lá. Mas como a uso há mais de 3 anos eu acho que é minha.

